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quarta-feira, 3 de março de 2010

How I Feel About You.





Ele largou-se na cama, sem se importar.

Encarou aquela foto que ele tanto gostava, daquele dia no parque.

Eles pareciam tão felizes.

Tão... Perfeitos, juntos.

Pena que só ele, os via assim.


Afinal, por que doía tanto?

Ela nunca fora dele, afinal de contas.

Mas então, por que ele sentia que faria qualquer coisa para pôr um fim nessa dor?

Por que machucava tanto, vê-la com outro?

Não era como se ele não soubesse que ela não sentia o mesmo.

Mas ver? Era completamente diferente.


Ele realmente não conseguia se lembrar, de algum dia, sentir dor parecida.

Era muito pior do quê qualquer dor que ele já houvesse experimentado.

Ele só sentia vontade de rasgar sua pele, e apertar seu coração com toda a sua força, até que ele parasse de doer.


A cada batida, seu coração parecia menor; mais dolorido.

Mas mesmo assim, algum lugar, bem no fundo, estava tranqüilo.

Tranqüilo por saber que ela estava bem, que estava feliz.


Mas será que era a mesma coisa?

Será que algum dia, aquele outro, a amaria tanto quanto ele amava?

Será que ele seguraria o seu queixo, olharia nos olhos dela, e acharia que aquela era a vista mais bonita do mundo?

Será que ele beijaria a sua testa, sempre que se despedissem?

Será que ele sempre teria a consciência de que era o cara mais sortudo do mundo?

Será que ele sempre estaria ao seu lado?

Será que ele a abraçaria e a protegeria, sempre que ela precisasse?

Será que ele sentiria a necessidade de estar perto dela, a todo momento?

Será que seu coração doía tanto, que o fazia querer gritar, quando pensava em perdê-la?

Será que ele a faria rir?

Será que ele saberia reconhecer todos os seus sorrisos?

Será que, algum dia, ela daria o seu sorriso para ele?


Ele apoiou a cabeça nas mãos e chorou.

Chorou, como nunca havia chorado.

Encolheu-se, e por um bom tempo saboreou a própria dor.

Ele sabia que durante muito tempo, aquele gosto amargo, o acompanharia pra onde quer que ele fosse.


E assim – sozinho e encolhido, feito uma criança – ele dormiu.

Mas não sem antes perceber que a cada batida daqueles corações apaixonados, o seu se partiria um pouco mais;

A cada beijo apaixonado, uma lágrima sua, seria derramada.


-

"We're the best of friends and we share our secrets
She knows everything that is on my mind.
Oh, lately somethings changed
As I lie awake in my bed, a voice here, inside my head, softly says:
Why don't you kiss her? Why don't you tell her? Why don't you let her see the feelings that you hide?"

4 comentários:

Caroline - Poppy disse...

Nah, não há dor maior nesse mundo [falando de relacionamentos] do que um amor não correspondido ou perdido. É algo forte e que te deixa desorientado.
Seu texto descreve fielmente esta sensação horrivel que sentimos em nosso peito.

Carolinne disse...

Ain que triste! As vezes nosso coracao se engana, e nos faz sofrer muito!

CarolBraz disse...

Essa sensação de se sentir só, sem a pessoa que se ama é realmente uma das piores!

blog tá lindo, textos interessantes! adorei!
to te seguindo...
se der passa lá no meu:


http://carol-limaocomacucar.blogspot.com


bjaum

Caroline - Poppy disse...

Oi nah!!
Não sou de Salvador não. Na verdade sou natural do rio grande mas, moro na Bahia a mais de dez anos em Luis Eduardo Magalhães. Muito conhecem esta city por LEM, ja tem outro que chamam de NEM [não é nem Bahia, nem Goiás e nem o fim do mundo]....rs

Ah, valeu pela visita, gostei muito...